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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Moratória de Dubai provoca quedas em bolsas de NY

As principais bolsas de valores dos Estados Unidos encerraram seus pregões com baixas nesta sexta-feira, refletindo os temores dos investidores em relação ao pedido de moratória feito por uma importante empresa de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Na quinta-feira, o pedido da empresa já havia derrubado bolsas europeias e, nesta sexta-feira, bolsas asiáticas fecharam seguindo a mesma tendência.

Em pregões mais curtos que o normal devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, da bolsa de Nova York, terminou o dia em queda de 1,48%, perdendo 154,48 pontos. A bolsa eletrônica Nasdaq recuou 1,73% e o índice Standard & Poor's 500 ficou em -1,72%.

Os índices das bolsas de valores de Londres, Frankfurt e Paris chegaram a ter quedas durante o dia, mas reverteram a tendência e fecharam, respectivamente, com altas de 1%, 1,3% e 1,2%. No fechamento de quinta-feira, as três bolsas europeias haviam caído mais de 3%.

Em São Paulo, o índice Bovespa seguiu a tendência das bolsas europeias, encerrando o dia em +0,96%.

Na Ásia, o índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou em baixa de 3,2%, ainda refletindo as perdas do dia anterior. O Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, teve queda de 4,8%.

Dubai World

Os temores nos mercados foram detonados com a notícia, na quarta-feira, de que o conglomerado estatal Dubai World, responsável pela vasta expansão imobiliária do emirado, atrasará o pagamento de suas dívidas, avaliadas em US$ 58 bilhões - a maior parte da dívida do emirado, de US$ 80 bilhões.

O conglomerado avisou credores que suspenderia o pagamento da dívida como primeiro passo para tentar reestruturar seus negócios.

A ameaça do calote de Dubai sacudiu os mercados internacionais, que estavam ou ainda estão tentando se recuperar da crise global financeira iniciada com a crise de crédito do mercado imobiliário americano, em setembro de 2008. Os problemas de o emirado reacenderam temores de uma nova crise de crédito global - que poderia provocar uma queda na demanda global por várias commodities, entre elas o petróleo.

Dubai, um dos sete emirados que compõem os Emirados Árabes Unidos, tem menos petróleo do que seus vizinhos. O emirado se tornou um importante polo turístico e comercial com ambições internacionais.

Uma das subsidiárias da estatal Dubai World, a Nakheel, foi a construtoras de um badalado condomínio erguido sobre uma ilha artificial em forma de uma palmeira.