Quem procura imóvel residencial para comprar na cidade de São Paulo está levando um susto. Em cinco anos, os preços de casas e apartamentos novos subiram, em média, entre 30% e 40% na capital paulista, ante os 22% de inflação registrados no período, informam Denyse Godoy e Mariana Sallowicz, em reportagem da Folha deste domingo.
Segundo a reportagem, no caso dos imóveis usados, a elevação dos valores beira os 30% em um intervalo de três anos, quando o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), calculado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), ficou em 16%.
Em 2005, o metro quadrado de uma casa ou um apartamento de dois quartos recém-lançados no município valia cerca de R$ 1.894, de acordo com dados levantados exclusivamente para a Folha pela consultoria Embraesp.
Esse montante passou a R$ 2.706 em 2009. Assim, um apartamento de 100 m2 em tal segmento na cidade passou de R$ 189,4 mil para R$ 270,6 mil no final desses cinco anos -uma alta de 43%.
Entre os bairros que tiveram as maiores valorizações na capital paulista, estão Jardins, Barra Funda e Butantã, aponta outro estudo elaborado pela Inteligência de Mercado Lopes e obtido pela Folha.
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domingo, 2 de maio de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Vendas de imóvel usado sobem 36% no Estado de SP
Do total comercializado em janeiro, 55% foram apartamentos e 45% casas
SÃO PAULO - As vendas de imóveis usados no Estado de São Paulo cresceram 36,01% em janeiro em relação a dezembro, totalizando 640 unidades, de acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira, 23, pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP), com base em dados de 1.361 imobiliárias. Com isso, o índice de vendas estadual passou de 0,3458 no final do ano passado para 0,4702 em janeiro. Do total comercializado, 55% foram apartamentos e 45% casas.
Os imóveis mais vendidos na capital em janeiro, com 57,45% do total de contratos, foram os de valor superior a R$ 200 mil. No interior, os mais vendidos foram as casas e apartamentos de valor entre R$ 141 mil e R$ 160 mil, somando 19,72% dos negócios fechados pelas imobiliárias.
Segundo o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, mesmo sendo um mês marcado pelas férias, janeiro tem um ritmo mais intenso de atividade imobiliária, "mas não se trata de uma explosão de vendas e de locação, como sugerem os números que surgem da comparação com dezembro".
No mercado de locação os resultados foram ainda mais expressivos. No primeiro mês do ano, o número de imóveis alugados cresceu 103,72% ante dezembro. No período, as imobiliárias consultadas alugaram 2.285 casas e apartamentos. Com o resultado, o índice estadual de locação subiu de 0,8241 em dezembro para 1,6789 em janeiro. O crescimento foi registrado nas quatro regiões pesquisadas, atingindo 293,46% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco; 211,25% no Interior; 25,13% no Litoral; e 19,25% na Capital.
"Esse salto reflete peculiaridades do mês de janeiro, mas também pode ser um indicativo de que a renda das famílias está crescendo e que será um dos fatores capazes de sustentar a expansão da economia em ritmo quase 'chinês' este ano", acrescenta Viana Neto. As peculiaridades são uma referência ao hábito e à necessidade de muitas famílias, casais e estudantes de mudar de casa em janeiro, aproveitando as férias escolares.
A performance é atribuída também ao fato de que dezembro é um mês de baixa atividade imobiliária, em razão das férias escolares, comemoração do Natal e preparativos do Ano Novo. "Daqui para frente, passado o Carnaval, é que começaremos a ter uma tendência mais segura do comportamento do mercado de imóveis usados e de locações residenciais neste ano", diz Viana Neto.
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Os imóveis mais vendidos na capital em janeiro, com 57,45% do total de contratos, foram os de valor superior a R$ 200 mil. No interior, os mais vendidos foram as casas e apartamentos de valor entre R$ 141 mil e R$ 160 mil, somando 19,72% dos negócios fechados pelas imobiliárias.
Segundo o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, mesmo sendo um mês marcado pelas férias, janeiro tem um ritmo mais intenso de atividade imobiliária, "mas não se trata de uma explosão de vendas e de locação, como sugerem os números que surgem da comparação com dezembro".
No mercado de locação os resultados foram ainda mais expressivos. No primeiro mês do ano, o número de imóveis alugados cresceu 103,72% ante dezembro. No período, as imobiliárias consultadas alugaram 2.285 casas e apartamentos. Com o resultado, o índice estadual de locação subiu de 0,8241 em dezembro para 1,6789 em janeiro. O crescimento foi registrado nas quatro regiões pesquisadas, atingindo 293,46% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco; 211,25% no Interior; 25,13% no Litoral; e 19,25% na Capital.
"Esse salto reflete peculiaridades do mês de janeiro, mas também pode ser um indicativo de que a renda das famílias está crescendo e que será um dos fatores capazes de sustentar a expansão da economia em ritmo quase 'chinês' este ano", acrescenta Viana Neto. As peculiaridades são uma referência ao hábito e à necessidade de muitas famílias, casais e estudantes de mudar de casa em janeiro, aproveitando as férias escolares.
A performance é atribuída também ao fato de que dezembro é um mês de baixa atividade imobiliária, em razão das férias escolares, comemoração do Natal e preparativos do Ano Novo. "Daqui para frente, passado o Carnaval, é que começaremos a ter uma tendência mais segura do comportamento do mercado de imóveis usados e de locações residenciais neste ano", diz Viana Neto.
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